[Pegadas & Opiniões] 'Pão, mel e amor' de Jenny Colgan

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Autoria: Jenny Colgan
Editora: Quinta Essência
Edição: Outubro de 2015
N.º Páginas: 398
Tradução: Marta Pinho

Sinopse: Polly Waterford está a recuperar de um relacionamento tóxico. Incapaz de pagar a prestação do apartamento, tem de se mudar para longe de toda a gente que conhece, e vai parar a uma pequena estância balnear sonolenta, onde vive sozinha por cima de uma padaria abandonada.
Polly começa então a sublimar as frustrações no seu passatempo favorito: fazer pão. O que antes era uma ocupação de fim de semana torna-se de repente muito mais importante, à medida que ela extravasa as suas emoções no amassar e no bater da massa, e o pão se vai tornando cada vez melhor. Com nozes e sementes, azeitonas e chouriço, com mel da região (cortesia do belo apicultor, Huckle), e com reservas de determinação e criatividade que Polly nunca julgou ter, ela coze e coze e coze... E as pessoas começam a ouvir falar disso.

Opinião: A enfrentar uma separação e uma ruptura profissional, Polly decide que é hora de mudar radicalmente a sua vida e muda-se para uma ilha condicionada pelas marés, com o nome adorável de Monte Polbearne. As descrições desta ilha deixam-nos maravilhados e sonhadores mas nem tudo, de início, é um mar de rosas para a nossa heroína. 
Polly sente-se sozinha nos primeiros tempos naquela terra desconhecida mas algo de muito engraçado acontece: um papagaio-do-mar com a asa partida conquista o coração da protagonista e começam a existir momentos de leitura bastante engraçados pela relação de companheirismo que se vai desenvolvendo entre eles. O papagaio 'Neil' é simplesmente amoroso!
Nesta trama há também a melhor amiga da protagonista, Kerensa, que é completamente o oposto de Polly e acha que esta está a cometer a maior loucura da sua vida! Kerensa tenta dar a perceber á sua melhor amiga que o melhor seria viverem juntas como nos tempos de faculdade mas nada faz demover Polly da sua decisão. E ainda bem, pois até Kerensa acaba por se render aos encantos desta terra tão bonita e familiar.
No seu tempo livre, Polly começou a dedicar-se ao que mais lhe fazia feliz: fazer pão. Os seus vizinhos, pelo cheiro agradável a pão acabado de sair do forno, foram-se aproximando e criando laços consigo, mais especificamente os pescadores da vila, dizendo-lhe que os seus pães eram perfeitos e que deveria ser ela a padeira de Polbearne. Estes pescadores foram enriquecendo o livro com a sua história de vida bastante difícil e perigosa. Achei realmente interessante esta parte,
Por coincidência, ou não, a sua nova casa tinha uma padaria, no rés-do-chão, mas estava degradada pelo tempo e abandono. Polly, passados alguns acontecimentos, acaba por transformar essa padaria no seu novo local de trabalho. Toda as descrições dos pães de Polly, a cada página folheada, nos deixam com água na boca com a tamanha variedade de pães bem como sabores, desde os focaccia, pissaladière, aos pães de queijo e pães de mel.
Claro que existiu também uma trama romântica, com Huckle, um apicultor americano que se refugiu em Monte Polbearne, um pouco como aconteceu com Polly. Na minha opinião, neste romance entre Polly e Huckle a autora prolongou-se muito e achei as atitudes dos apaixonados muito hesitantes e confusas.
No entanto, este livro é super agradável e leve com um final feliz, onde a mensagem principal é que existe sempre uma solução, um caminho feliz para todos nós.


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